03/02/2026

10 Tendências em Tecnologia Jurídica para 2026

3/2/2026

10 Tendências em Tecnologia Jurídica para 2026

Em 2026, a tecnologia jurídica no Brasil deixou de ser um diferencial para se tornar parte central das operações de escritórios de advocacia, departamentos jurídicos e do Judiciário. Com 193 empresas de Legal Tech ativas e US$ 138 milhões em investimentos, o setor vive um momento de transformação. A seguir, estão as principais tendências que moldam o futuro do Direito:

  • Agentes de IA como copilotos jurídicos: Automatizam tarefas repetitivas e tomam decisões baseadas em dados, com supervisão humana.
  • Computação em nuvem especializada: Centraliza informações, reduz erros e melhora a segurança de dados.
  • Automação de fluxos de trabalho: Acelera processos e reduz erros em até 90%.
  • Jurimetria e análise preditiva: Usa dados para prever resultados e embasar decisões estratégicas.
  • Integração com sistemas judiciais: Ferramentas conectadas a tribunais garantem maior eficiência e segurança.
  • Atendimento hiperpersonalizado: IA e plataformas em nuvem permitem soluções sob medida para clientes.
  • IA para jurisprudência: Facilita pesquisas e melhora a construção de argumentos jurídicos.
  • Logística jurídica digital: Centraliza operações e reforça a conformidade com a LGPD.
  • Previsão de resultados e riscos: Modelos estatísticos ajudam a ajustar estratégias e expectativas.
  • Consultoria baseada em dados: Decisões estratégicas guiadas por análises detalhadas.

Essas inovações não apenas otimizam recursos, mas também preparam o setor jurídico para desafios futuros. Escritórios que adotarem essas tecnologias estarão mais preparados para competir em um mercado cada vez mais dinâmico.

1. Agentes de IA como Copilotos Jurídicos

Os agentes de IA evoluíram de simples assistentes de texto para verdadeiros copilotos jurídicos, capazes de raciocinar, planejar e executar tarefas com mínima supervisão humana. O diferencial está na habilidade de tomar decisões e interagir diretamente com sistemas, indo muito além de apenas sugerir respostas. Essa transformação marca um novo capítulo na execução de fluxos jurídicos.

Esses agentes são utilizados para gerenciar triagens, preparar documentações, elaborar resumos processuais e tomar decisões estratégicas. Estudos indicam que até 2028, pelo menos 15% das decisões diárias de trabalho serão realizadas de forma autônoma por IA, e 33% dos softwares corporativos terão recursos dessa natureza.

A automação de tarefas repetitivas ou de baixo risco por IA tem permitido que equipes jurídicas se concentrem em atividades estratégicas e de maior impacto.

Para integrar agentes de IA de forma segura, é crucial adotar o modelo human-in-the-loop, que inclui revisões humanas em etapas críticas. Além disso, realizar avaliações de impacto algorítmico ajuda a mitigar vieses e a garantir a explicabilidade dos sistemas. Programas de treinamento em engenharia de prompts e ética de dados também são essenciais. Com essas práticas, a IA se torna uma aliada na transformação digital que já está remodelando o setor jurídico.

2. Computação em Nuvem Especializada para Serviços Jurídicos

A computação em nuvem está ganhando espaço no setor jurídico ao substituir sistemas fragmentados por dashboards integrados e relatórios em tempo real, centralizando informações em uma única fonte confiável. Essa mudança não só reduz a dependência de planilhas dispersas, mas também automatiza fluxos operacionais essenciais, como registro de documentos, protocolos e respostas a comunicações oficiais. Combinada com as inovações trazidas por agentes de IA, essa tecnologia oferece uma base sólida para a transformação digital dos escritórios de advocacia.

Essas plataformas são projetadas para atender às necessidades de escritórios de diferentes tamanhos. Pequenos escritórios podem aproveitar ferramentas avançadas de gestão de processos, enquanto grandes corporações encontram suporte para gerenciar litígios complexos e garantir maior transparência na coleta e organização de dados. Além disso, a integração com sistemas judiciais é simplificada por meio de protocolos padronizados, que reforçam a cibersegurança e a explicabilidade algorítmica.

Outro aspecto essencial é a conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). As plataformas especializadas incorporam práticas de proteção de dados diretamente nos fluxos de trabalho, cobrindo desde a coleta até o descarte seguro das informações. Isso garante que os escritórios estejam alinhados às exigências legais sem comprometer a eficiência operacional.

Na hora de escolher uma plataforma, é essencial priorizar fornecedores que possuam data centers localizados no Brasil, garantindo soberania de dados e conformidade com regulamentações locais. Certifique-se de que a solução ofereça criptografia ponta a ponta, isolamento de ambientes e cláusulas contratuais que proíbam o uso de dados sensíveis para treinamento de modelos comerciais. Com o crescimento do setor de Legal Tech no Brasil, investir em uma infraestrutura de nuvem confiável e segura não é apenas uma decisão estratégica, mas também uma necessidade para manter a competitividade e a segurança jurídica.

3. Automação de Fluxos de Trabalho Jurídicos

A automação está transformando o dia a dia dos escritórios jurídicos ao lado de avanços em IA e computação em nuvem. Segundo dados, até 44% das tarefas jurídicas podem ser automatizadas, o que permite que as equipes concentrem esforços em atividades mais estratégicas. Isso pode gerar economias de até cinco horas semanais e acelerar revisões de contratos em até 90%. Atividades como registros, protocolos e respostas oficiais são realizadas com mais rapidez e consistência, liberando tempo para maior atenção a detalhes e precisão nas operações.

Um dos principais benefícios da automação é a redução de erros humanos. Sistemas automatizados padronizam tarefas administrativas e identificam inconsistências em documentos com maior eficiência. Um exemplo prático vem do Ministério Público de São Paulo, onde a funcionalidade "Etiquetas Inteligentes" foi implementada em abril de 2023 em quatro unidades. Essa ferramenta já foi utilizada em mais de 3.000 casos, diminuindo significativamente a necessidade de triagem manual.

Outro ponto importante é a incorporação da conformidade regulatória diretamente nos fluxos automatizados. Conhecida como Compliance de Terceira Geração, essa abordagem integra normas como a LGPD e avaliações de impacto algorítmico desde o início do desenvolvimento de produtos, garantindo maior segurança jurídica.

A integração com agentes de IA expande ainda mais as funcionalidades. Plataformas centralizadas substituem planilhas dispersas, oferecendo dashboards em tempo real para monitorar o desempenho dos advogados e os resultados dos casos. Essas infraestruturas também permitem gerenciar fluxos completos - desde a triagem inicial até a coleta de documentos - dentro de frameworks de governança bem definidos. No entanto, essa integração exige processos-piloto e supervisão humana cuidadosa para evitar falhas.

Para adotar a automação de forma segura, é recomendável começar com projetos-piloto em áreas específicas. A supervisão humana permanece indispensável: as saídas automatizadas devem ser vistas como suporte e sempre revisadas por um advogado. Além disso, é crucial investir na capacitação técnica das equipes para que a tecnologia complemente, em vez de substituir, o julgamento profissional.

4. Análise Avançada de Dados e Jurimetria

Além de automatizar fluxos de trabalho, a análise avançada de dados e a jurimetria estão transformando a maneira como decisões estratégicas são tomadas no setor jurídico. A jurimetria combina estatística, análise de dados e inteligência artificial para embasar estratégias jurídicas em evidências concretas. Segundo dados, 80% dos profissionais jurídicos acreditam que a IA terá um impacto significativo até 2030, enquanto 40% dos advogados já utilizam ferramentas de análise preditiva diariamente.

Por meio da modelagem preditiva, é possível estimar probabilidades de vitória em processos, calcular taxas de sucesso de moções específicas e prever valores de indenizações com base em dados históricos.

No Judiciário brasileiro, projetos demonstram o impacto dessas tecnologias. Análises de documentos para identificar precedentes qualificados contribuíram para reduções significativas no volume de recursos. Esses resultados destacam a eficiência de modelos preditivos, mas também reforçam a necessidade de regulamentação adequada.

Regulamentações estabelecem diretrizes para governança baseada em risco. Ferramentas de jurimetria e suporte à decisão são classificadas como de baixo risco quando supervisionadas por humanos. Já aplicações de alto risco, como a análise de provas ou a quantificação de danos, exigem auditorias externas periódicas e avaliações de impacto algorítmico, garantindo conformidade com as novas regulamentações.

Para implementar análises avançadas de forma segura, recomenda-se começar testando ferramentas em casos já encerrados, comparando previsões com os resultados reais. Além disso, é essencial capacitar equipes em ciência de dados jurídicos e incluir cláusulas contratuais que impeçam o uso de dados sensíveis para treinar modelos de terceiros.

5. Integração com Sistemas Judiciais

A integração entre plataformas de tecnologia jurídica e os sistemas dos tribunais brasileiros é, atualmente, uma exigência regulatória. Regulamentações determinam que todas as soluções de IA sejam registradas e auditadas, com prazos de adequação estabelecidos.

Para atender a essas exigências, ferramentas foram desenvolvidas para padronizar os dados processuais. Essa infraestrutura centralizada assegura a compatibilidade entre diferentes sistemas judiciais, permitindo que decisões sejam carregadas rapidamente para uso em sistemas de inteligência artificial.

Plataformas atualizadas incorporam autenticação de dois fatores, suporte a Certificados Digitais e retomada do monitoramento automatizado em tribunais. Essas melhorias reforçam a integração entre as soluções tecnológicas e os padrões globais de segurança.

A conformidade técnica exige a adesão a padrões internacionais de segurança. Regulamentações deixam claro que em nenhuma hipótese o sistema de IA poderá restringir ou substituir a autoridade final do juiz.

Para os profissionais do Direito, essa integração traz vantagens práticas imediatas, como a criação automática de subtarefas, cálculo exato de prazos, monitoramento simplificado e continuidade de cobertura durante migrações entre sistemas judiciais. Além disso, dashboards em tempo real oferecem maior previsibilidade e controle sobre a rotina dos escritórios, otimizando a eficiência e garantindo uma gestão mais segura e organizada dos dados essenciais para a atividade jurídica.

6. Atendimento Hiperpersonalizado ao Cliente

O atendimento hiperpersonalizado está transformando a experiência dos clientes ao combinar tecnologia avançada com práticas seguras. Em 2026, a tecnologia jurídica estará ainda mais preparada para oferecer soluções personalizadas, unindo eficiência operacional com uma proteção rigorosa de dados. Agentes de IA, atuando como "parceiros digitais", serão responsáveis por tarefas como triagem inicial de casos, coleta de documentação relevante e criação de resumos personalizados, garantindo um atendimento diferenciado desde o primeiro contato. Essa abordagem inicial facilita uma gestão de casos mais dinâmica e integrada.

Com o uso de plataformas baseadas na nuvem, a gestão de casos e a análise de despesas estarão centralizadas em um único sistema. Isso permitirá uma visibilidade em tempo real sobre o andamento de cada demanda, além de identificar possíveis gargalos de recursos. Outra inovação são os formulários adaptativos, que ajustam automaticamente as perguntas com base nas respostas dos clientes, tornando o processo de coleta de informações mais preciso e alinhado às necessidades individuais.

A segurança e a transparência também desempenharão um papel fundamental nesse cenário. A personalização será reforçada por governança de IA generativa, que inclui rastreamento de dados, verificações "human-in-the-loop" e medidas robustas de cibersegurança, como criptografia e respostas rápidas a incidentes. Essas práticas garantem que as decisões automatizadas sejam seguras e confiáveis.

Estudos mostram que 65% dos escritórios que utilizam IA generativa economizam entre uma e cinco horas por semana. Além disso, 76% das organizações jurídicas já adotaram tecnologias em nuvem para suportar ambientes híbridos de trabalho. Essa combinação de personalização e escalabilidade permitirá atender tanto pequenos clientes quanto grandes volumes processuais com o mesmo nível de qualidade e atenção.

7. IA Especializada em Jurisprudência

A inteligência artificial voltada para jurisprudência está transformando a pesquisa jurídica, acompanhando o avanço da análise de dados e automação. Em 2026, sistemas especializados em precedentes judiciais, utilizando Processamento de Linguagem Natural (PLN), conseguem agrupar casos por similaridade semântica. Isso permite que advogados localizem decisões convergentes ou divergentes com uma agilidade impossível de ser alcançada por métodos manuais. Essa tecnologia abre novas possibilidades para análises preditivas mais precisas no campo jurídico.

A análise preditiva está mudando a forma como argumentos jurídicos são construídos. Ferramentas processam documentos para conectar automaticamente casos a precedentes relevantes, melhorando a precisão das argumentações. Sistemas utilizam modelos avançados para redigir minutas de decisões que seguem o estilo de escrita de cada magistrado. Além disso, em auditorias preventivas, sistemas conseguiram proteger valores substanciais em despesas potencialmente irregulares.

Para que esses avanços sejam implementados de forma responsável, a conformidade normativa é essencial. Regulamentações classificam a IA para pesquisa jurídica como de "baixo risco", desde que sob supervisão humana. Isso assegura que a eficiência obtida não comprometa direitos como a ampla defesa e o devido processo legal. Já sistemas considerados de alto risco devem passar por avaliações de impacto algorítmico, auditorias regulares e garantir total explicabilidade.

Os números mostram o impacto dessa transformação. O Brasil registra projetos de IA ativos em diversos tribunais, cobrindo uma parcela significativa do sistema nacional. Tribunais automatizaram milhões de tarefas, gerando economias substanciais em horas de trabalho humano.

8. Logística Jurídica Digital

A logística jurídica digital está mudando a forma como operações legais são gerenciadas, indo muito além do simples armazenamento de documentos. Até 2026, escritórios de advocacia e departamentos jurídicos estão abandonando sistemas fragmentados em favor de plataformas centralizadas que consolidam todas as informações em um único lugar confiável. Essa mudança é motivada pela busca de escalabilidade e pela adoção de tecnologias em nuvem, que permitem colaboração remota e acesso instantâneo aos dados. No entanto, essa centralização também exige atenção rigorosa à proteção de dados, reforçando a relevância da conformidade com a LGPD.

A LGPD tornou-se um elemento indispensável nesse cenário digital. Hoje, sistemas avançados já aplicam o conceito de Privacy by Design, integrando funcionalidades automatizadas como relatórios de incidentes de segurança, Avaliações de Impacto Algorítmico (AIA) em decisões críticas, revisão humana em processos automatizados e técnicas de anonimização e pseudonimização para proteção de dados.

A digitalização também está transformando a forma como decisões estratégicas são tomadas, graças à integração com ferramentas de análise avançada. Projetos utilizaram IA generativa para analisar grandes volumes de arquivos, reduzindo drasticamente o tempo de análise e economizando milhares de horas de trabalho.

No Brasil, a maioria das empresas já está em processo de digitalização ou têm estratégias nesse sentido. Entre elas, muitas priorizam investimentos em serviços de nuvem e inteligência artificial. Projeções indicam que em breve, uma parcela significativa das aplicações empresariais terá IA autônoma, permitindo que sistemas realizem fluxos de trabalho complexos com mínima supervisão humana. Isso está revolucionando as operações jurídicas, automatizando tarefas como triagem de documentos e envio de comunicações oficiais.

A adoção de plataformas escaláveis, baseadas em modelos SaaS e com receita recorrente, tornou-se essencial para lidar com o aumento no volume de dados. No Brasil, o setor de Legal Tech já conta com 193 empresas ativas e atraiu US$ 138 milhões em investimentos de capital de risco até janeiro de 2026.

9. Previsão de Riscos e Oportunidades por Modelagem Estatística

A modelagem estatística está se consolidando como uma ferramenta indispensável no setor jurídico, especialmente com o avanço da transformação digital. Em 2026, sistemas preditivos analisam grandes volumes de dados históricos e precedentes judiciais, classificando recursos com base em temas relevantes. Isso ajuda advogados a ajustar as expectativas de seus clientes e a identificar os argumentos mais eficazes para cada caso específico.

Esses modelos são adaptados para diferentes áreas do direito brasileiro. Sistemas conseguiram reduzir drasticamente o tempo médio de triagem de recursos. Ferramentas são usadas para identificar precedentes relevantes e fornecer previsões de decisões em processos específicos.

A regulamentação também acompanha esses avanços. Normas estabelecem critérios rigorosos para o uso de inteligência artificial no Judiciário. Modelos usados para jurimetria e suporte interno são classificados como baixo risco, mas aqueles que realizam perfilamento ou formulam conclusões jurídicas definitivas são considerados alto risco e, por isso, precisam passar por auditorias externas periódicas. Ferramentas de explicabilidade tornam os sistemas mais transparentes, garantindo que a supervisão humana continue sendo parte essencial do processo.

Além disso, aplicações de alto risco exigem Avaliações de Impacto Algorítmico (AIA), que documentam os dados e os processos decisórios envolvidos. Apesar de toda a automação, a supervisão humana permanece indispensável. Em nenhuma circunstância, sistemas de inteligência artificial podem limitar ou substituir a autoridade final do juiz.

10. Consultoria Baseada em Dados para Decisões Estratégicas

Em 2026, o setor de consultoria jurídica está vivendo uma transformação importante. O modelo tradicional, muitas vezes guiado pela intuição, está sendo substituído por estratégias baseadas em dados concretos, como taxas de sucesso, valores médios de indenizações e tendências específicas. Essa evolução marca a chegada da chamada Compliance de Terceira Geração, onde a conformidade regulatória passa a ser integrada desde o início no design de produtos e serviços, com foco na gestão algorítmica e na proteção de dados. Isso abre caminho para o uso de ferramentas preditivas e uma gestão de riscos mais eficiente.

A análise de dados tem se mostrado uma aliada poderosa. Escritórios conseguem identificar padrões que ajudam a otimizar a triagem de casos, prever custos de litígios e planejar recursos com maior precisão. Ferramentas preditivas já atingem cerca de 85% de precisão na previsão de resultados processuais, enquanto a revisão de contratos com base em dados pode ser até 90% mais rápida do que os métodos tradicionais. Além disso, mais da metade das organizações que utilizam inteligência artificial jurídica relatam retornos financeiros positivos com essas iniciativas. Dentro desse contexto, a governança baseada em risco tornou-se indispensável, com decisões estratégicas fundamentadas em classificações de risco e Avaliações de Impacto Algorítmico (AIA).

A consultoria especializada também desempenha um papel crucial ao ajudar empresas a lidar com as interseções entre a LGPD e os novos marcos regulatórios de IA. No entanto, o elemento humano permanece essencial: a supervisão por profissionais experientes garante que as decisões baseadas em dados complementem o julgamento humano, em vez de substituí-lo.

Para adotar a consultoria baseada em dados de forma eficaz, é fundamental começar com projetos-piloto bem definidos. Além disso, a qualidade dos dados históricos deve ser priorizada, já que informações como decisões anteriores, prazos processuais e histórico de magistrados são a base para modelos confiáveis. A supervisão contínua por parte de profissionais é indispensável para integrar as análises com a prática jurídica, mantendo o equilíbrio entre a tecnologia e o julgamento humano.

Tabela Comparativa: Planos Deep Legal

A Deep Legal apresenta dois planos de jurimetria, desenvolvidos para atender diferentes demandas de escritórios e departamentos jurídicos. A escolha ideal depende do nível de análise e das funcionalidades preditivas necessárias para sua equipe.

O plano Jurimetria Básica é uma solução inicial para organizar e monitorar dados jurídicos. Ele oferece buscas ilimitadas, exportação de dados e indicadores essenciais para o acompanhamento de processos. Já o plano Jurimetria Avançada incorpora tecnologias de IA e Machine Learning, otimizadas para segmentar, analisar e prever resultados em processos cíveis e trabalhistas. Além disso, esse plano transforma informações em inteligência estratégica, ajudando equipes jurídicas a antecipar riscos e identificar oportunidades.

A tabela abaixo detalha as diferenças entre os dois planos:

Característica Jurimetria Básica Jurimetria Avançada
Indicadores de Jurimetria Básicos Avançados com análise comportamental
Buscas de Processos Ilimitadas Ilimitadas
Exportação de Dados Sim Sim
Análise Preditiva com IA Não Sim (processos cíveis e trabalhistas)
Detecção de Anomalias Não Sim
Integração GPT Não Sim
Data Lake Personalizado Dados públicos apenas Dados públicos + documentos internos
Preço Sob consulta Sob consulta

Para equipes que estão começando, o plano Jurimetria Básica é uma escolha prática. Já departamentos que precisam de previsões detalhadas, análises comportamentais de magistrados e gestão avançada de riscos encontrarão no plano Jurimetria Avançada uma ferramenta poderosa. Ambos os planos oferecem preços personalizados para atender às necessidades específicas de cada cliente.

Conclusão

O ano de 2026 representa um ponto de inflexão definitivo para o setor jurídico no Brasil. Com prazos para adequação regulatória se aproximando, é claro que a tecnologia não é mais uma escolha opcional para os profissionais do direito. Adotar essas inovações deixou de ser um diferencial competitivo e passou a ser uma questão de sobrevivência em um mercado onde a maioria dos tribunais brasileiros já utiliza iniciativas baseadas em inteligência artificial.

A análise manual de grandes volumes de processos já não é viável. Escritórios e departamentos jurídicos que não utilizarem ferramentas como análise preditiva, automação de fluxos e jurimetria avançada correm o risco de ficar para trás. Equipes que adotam essas tecnologias conseguem reduzir drasticamente o tempo gasto com análises. Nesse contexto, a Deep Legal surge como uma aliada, oferecendo soluções que conectam a prática jurídica tradicional à nova era algorítmica. Seus planos variam de indicadores básicos a análises preditivas avançadas, permitindo que as equipes se adaptem de forma ágil e eficiente.

Com tantos desafios à frente, o futuro do setor jurídico está sendo moldado agora, por meio de escolhas estratégicas baseadas em dados. A questão não é mais se essas tecnologias serão adotadas, mas quando e como. Profissionais que dominarem ferramentas como jurimetria e detecção de anomalias estarão prontos para atender às demandas de compliance e às exigências de explicabilidade algorítmica que já estão em vigor. O futuro do direito é guiado por dados, e as ferramentas para essa transformação já estão ao alcance.

FAQs

Como a automação pode aumentar a eficiência nos escritórios de advocacia?

A automação tem se mostrado uma aliada indispensável para aumentar a eficiência em escritórios de advocacia, especialmente quando se trata de tarefas repetitivas como triagem de documentos, pesquisa jurídica e gestão de processos. Com esses processos automatizados, os profissionais conseguem dedicar mais tempo a atividades estratégicas e de maior impacto, otimizando tanto o tempo quanto os recursos disponíveis.

Além disso, a inteligência artificial (IA) e plataformas integradas trazem benefícios como maior precisão, redução de erros humanos e decisões mais rápidas baseadas em dados concretos. Ferramentas como análises preditivas e jurimetria não apenas aceleram os processos, mas também os tornam mais embasados, permitindo que os escritórios atendam a um volume maior de casos com eficiência e qualidade. Dessa forma, a automação se torna indispensável para escritórios que desejam se destacar no competitivo mercado jurídico atual.

Quais são os desafios para implementar a inteligência artificial no sistema jurídico brasileiro?

A aplicação da inteligência artificial (IA) no sistema jurídico brasileiro enfrenta obstáculos que vão além da simples adoção de novas tecnologias. Um dos principais desafios é a falta de regulamentação específica, o que dificulta o uso seguro e eficiente dessas ferramentas no setor. Sem diretrizes claras, é complicado garantir que as soluções de IA atendam aos padrões éticos e legais necessários.

Outro ponto sensível é a necessidade de transparência nos algoritmos. Para que a IA seja confiável, é essencial que os algoritmos sejam explicáveis e livres de vieses, especialmente em áreas delicadas como decisões judiciais e análises de crédito. Além disso, a conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) exige auditorias constantes e avaliações de risco, o que adiciona uma camada extra de complexidade ao processo.

Embora iniciativas regulatórias tenham surgido para estabelecer diretrizes no uso de IA no Judiciário, a implementação prática ainda enfrenta desafios. A padronização de projetos e a aplicação efetiva dessas normas são passos que precisam ser dados para que a IA possa ser usada de forma ética, eficaz e legítima no setor jurídico brasileiro.

Como a análise preditiva está impactando a tomada de decisões no setor jurídico?

A análise preditiva está transformando a forma como o setor jurídico opera. Utilizando dados históricos e inteligência artificial, essa tecnologia é capaz de prever desfechos de processos com uma precisão impressionante. Ela funciona ao identificar padrões em grandes volumes de informações, permitindo que advogados e equipes jurídicas formulem estratégias mais assertivas para litígios e negociações.

Com a integração dessas ferramentas no cotidiano jurídico, os profissionais conseguem tomar decisões mais embasadas, minimizar riscos e gerenciar recursos de forma mais eficiente. O resultado? Processos mais ágeis e maior confiança nos resultados alcançados.

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